Perfumes Do Mundo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Higiene e Beleza no Antigo Egito


Higiene e Beleza no Antigo Egito


Bastante vaidosas que eram, as mulheres egípcias dispunham de vários apetrechos para cuidarem de sua higiene e beleza. Os escrínios de toucador continham os mais belos recipientes e pequenos frascos de perfume que possam existir, em madeiras preciosas provenientes sobretudo da Núbia e do Sudão, em marfim, em vidros multicores e translúcidos e, às vezes, até transparentes.


Tanto para as mulheres quanto para os homens, os cuidados de higiene com o corpo, pelo menos entre as classes mais altas da sociedade egípcia, desempenhavam importante papel. Ao que parece, até a ducha já era conhecida: utilizava-se para tanto uma peneira ou uma cesta. É claro que o mais comum era que se tomasse banho no Nilo, mas as residências refinadas dispunham de um banheiro reservado com privada.


Nos palácios reais do Império Antigo a presença das salas de banho está confirmada pela existência do título da função de diretor da sala de banhos. Para se lavarem, os egípcios usavam uma bacia e um jarro provido de bico, no qual colocavam a água. Ao lavarem os dentes, desinfetavam a água com uma espécie de sal. Usavam ainda uma pasta solidificada contendo uma substância desengordurante como, por exemplo, cinza, que levantava espuma quando esfregada.


Os homens utilizavam com frequência os serviços profissionais dos barbeiros, pedicuros e manicuras, enquanto que as mulheres não dispensavam o cabeleireiro. Os barbeiros usavam uma navalha de barba que, durante o Império Novo, consistia de uma pequena peça chata de metal com formato não muito diferente de um machado em miniatura e com bordas cortantes, a qual era fixada em um cabo curvo de madeira e girava entre os dedos do profissional. Tais apetrechos eram guardados em estojos de couro dotados de uma asa, os quais, por sua vez, eram acondicionados em elegantes escrínios de ébano. Os mesmos escrínios eram empregados pelos pedicuros e manicuras para guardar suas pinças, raspadores e tesouras de trabalho. As pessoas de poucos recursos usavam os serviços de barbeiros que se instalavam ao ar livre, embaixo de árvores.


Para combater os maus cheiros do corpo na época do calor, os egípcios friccionavam-se durante vários dias com um unguento à base de terebentina e de incenso que eram misturados com certos grãos não especificados e com um perfume.


O couro cabeludo era objeto de cuidados incessantes. Ora se tratava de suprimir os cabelos grisalhos, evitar o embranquecer das sobrancelhas, ora se tratava de combater a calvície, ou de fazer crescer o cabelo. Sabia-se que o óleo de rícino era adequado a esta higiene especial. Mas os egípcios também sabiam libertar-se dos pelos e das penugens supérfluas.


Em meados da XVIII dinastia tornou-se moda uma série de novos penteados. Em todas as épocas as mulheres se preocuparam com os seus penteados e com suas perucas, pois a cabeleira era um dos fetiches eróticos do homem egípcio.

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